“As nossas crenças constituem a força orientadora para dizer o que nos levará ao sucesso e o que nos levará ao insucesso.”

Alguma vez se perguntou porque é que age como age?

Todos nós temos por base no comportamento as nossas crenças e inerentemente os nossos valores. É por eles e por causa deles que agimos e reagimos ao mundo em nosso redor.

As crenças são verdades absolutas para a pessoa que as possui, quer sejam elas positivas (benéficas para a vida da pessoa), ou negativas (prejudiciais e limitantes para a vida da pessoa).

Elas são o nosso motor de busca relativamente ao certo e ao errado, ao aceitável e inaceitável e não estão totalmente ao nível consciente, aliás, a maioria estão no nível inconsciente dos nossos processos de pensamento e acção. Por isso, muitas vezes ficamos a pensar porque reagimos assim ou porque dissemos aquilo…

E agora que sabe isto, quais são as crenças pelas quais se rege?

Veja algumas das áreas e tipo de crenças que existem e faça a sua análise.

Existem 3 áreas de crenças:

  1. Crenças Hereditárias – coisas que captamos da nossa família ou pessoas mais próximas de nós;
  2. Crenças Sociais – são impostas pelos suportes de difusão de informação (rádio, televisão, internet, etc.);
  3. Crenças Pessoais – são as que surgem das experiências pessoais.

E dentro destas áreas as crenças podem ser do tipo:

  1. Financeiras
  2. Profissionais
  3. Merecedoras
  4. De Medo
  5. Religiosas

entre outras.

Para saber quais as crenças que moram em si deixo-lhe a ajuda em alguns passos:

Primeiro Passo – Esteja atento a si mesmo e aos seus pensamentos:

Imagine que está prestes a entrar numa entrevista de trabalho e que uma vozinha dentro de si começa a dizer “não vais ficar com o lugar”, “nem sei porque ainda tentas, não serves para nada”, “eles não vão gostar de ti porque és feio e tímido, e não dizes nada de jeito

Estas são as crenças limitantes que estão a bloquear o sucesso em arranjar um trabalho.

Segundo Passo – Agora que já percebeu o que o limita, descubra de onde vêm estas crenças:

Aqui terá que recorrer ao seu histórico de informação de experiências passadas e perceber de onde vêm, quando começaram, qual a sua raiz

Talvez quando era mais novo, e fazia uma “asneirita” ou outra, os seus pais ou um professor lhe dizia que assim não ia ser ninguém, que tinha de se comportar melhor e evitar ser tão efusivo em público para ser aceite.

Toda esta informação acabou por ficar gravada no seu “disco rígido” e reconhecida como uma verdade absoluta, daí que, cada vez que se coloca em situações similares, o seu “motor de busca” vai buscar a informação que tem armazenada e coloca-la em acção (claro que achamos que está a ajudar… mas já sabemos que não).

Terceiro Passo – Chegou a hora de substituir a informação do seu “disco rígido” por uma que lhe seja favorável:

Na primeira etapa fica a saber quais as crenças que o estão a limitar. Agora pegue nessa lista de crenças e modifique-as pelo contrário ou por algo positivo.

Não vais ficar com o lugar” – exemplo de substituição “Tenho tantas oportunidades como os outros candidatos para ficar com o lugar, uma vez que sou uma pessoa capaz e formada para exercer este posto”, “ O lugar é meu

Não serves para nada” – exemplo de substituição “Sou um ser completo e cheio de capacidades

Naturalmente ajuda pensar e saber que temos a capacidade em nós de mudar e gravar este pensamento no nosso “disco rígido”.

Quarto Passo – Este é o verdadeiro e derradeiro passo para a mudança. Fazer do novo pensamento um hábito e uma verdade absoluta.

Os melhores amigos que podemos ter nesta etapa são os nossos sentidos e a nossa persistência, aproveite cada um deles.

Visualize – Veja-se a ter sucesso, a conseguir concretizar, a fazer.

Ouça – Escute com atenção todos os sons, palavras que ouvirá quando já tiver conseguido concretizar, fazer.

Sinta – Esteja atento aos sentimentos e emoções que sente quando se vê e ouve a concretizar, a fazer. Eles são a bússola que quer seguir e é deles que deve fazer a sua âncora.

Persista – Deve fazer este exercício do início ao fim todos os dias, se tiver oportunidade faça-o mais que uma vez por dia, para que novas conexões sejam feitas e se instalem como habituais, para que numa próxima vez que o seu “disco rígido” fizer uma pesquisa, encontre o positivo.

E NÃO ESQUECER…

“Não são as suas crenças que o tornam uma boa pessoa, mas sim o seu comportamento”

Potencie este processo com o artigo: “O Impacto do Pensamento e das Palavras no Nosso Dia-a-Dia” 

OBS.: TODO O CONTEÚDO DESTA E DE OUTRAS PUBLICAÇÕES FEITAS PELA PSICÓLOGA E COACH SARA VARINO TÊM UMA FUNÇÃO MERAMENTE INFORMATIVA E NÃO TERAPÊUTICA.

Sara Varino