Para este artigo trago-vos um tema que me é muito querido e que, aposto, vos é também a vocês.

É um tema que tem tudo de bom e tanto de controverso… mas, que todos o queremos nas nossas vidas e que muitas vezes não sabemos como dá-lo, recebe-lo e/ou mesmo lidar com ele.

O tema é: O AMOR.

Alguma vez pensaram no amor como linguagem?

Pois é, o amor é uma língua universal e possui nele uma linguagem própria, uma linguagem que é transversal a todos os seres vivos.

No ser humano, esse é o amor que vamos falar aqui, ele existe em forma de amor-próprio, romance, amizade, respeito, agradecimento, de compaixão, de pais para filhos, de filhos para pais… e tantas outras formas…

A psicologia refere vezes sem conta como o amor é o ingrediente principal que mantém a nossa máquina física e emocional a trabalhar bem e em equilíbrio.

Precisamos sentir-nos amados para que possamos agir, precisamos amar-nos para podermos seguir…

A verdade é que no mundo há pessoas que amam demais, outras de menos e depois há aquelas que sabem precisamente a quantidade certa de amor que devem dar e receber, sentir e fazer sentir e essas são as verdadeiras abençoadas porque levam desta vida um coração cheio de amor e uma alma que ama sem barreiras ou restrições.

É logo na infância que o nosso barómetro de amor começa a funcionar e dependendo se está cheio ou vazio irá ditar o tipo de pessoa que seremos e como amaremos.

Escolhi este tema porque encontrei um livro numa das pesquisas que andava a fazer e o título chamou-me a atenção: “As cinco linguagens do amor” de Gary Chapman. Mal o comecei a ler, devorei-o.

image2

Achei-o maravilhoso, uma enorme escola sobre o amor e, mesmo assim, tão pouco sobre o mesmo.

O autor apresenta-nos uma metáfora que retrata muito bem o que afirmei anteriormente sobre a infância:

“Dentro de cada criança há um ‘tanque emocional’ à espera para ser cheio com o amor. Se ela se sentir amada, desenvolver-se-á normalmente; porém, se o seu “tanque de amor” estiver vazio, ela apresentará muitas dificuldades. Diversos dos problemas de comportamento de uma criança provêm do fato do seu ‘tanque de amor’ estar vazio”.

O autor refere, ainda, que:

“A necessidade de alguém ser amado emocionalmente, no entanto, não é uma característica unicamente infantil. Ela segue-nos pela vida adulta; inclusive no casamento. Quando nos apaixonamos, temporariamente essa necessidade é suprida, mas ela torna-se um “penso-rápido” e, como acabamos por descobrir mais tarde, com duração limitada e até prevista. Após despencarmos dos píncaros da paixão, a necessidade emocional de ser amado ressurge porque é inerente à nossa natureza. Está no centro dos nossos desejos emocionais. Precisamos do amor antes de nos apaixonar e continuaremos a necessitar dele enquanto vivermos.”

Chegamos assim á maior de todas as conclusões, mil vezes já feita e comentada:

“As coisas materiais não podem substituir o amor humano e emocional.”

Isto leva-nos também à questão tantas vezes discutida sobre o facto de a nossa sociedade ser uma sociedade muito materialista e pouco… faltando-me um termo melhor “humanista”.

Com o correr dos anos, eu diria mesmo de décadas, esquecemos ou mais importante, o amor, por nós e pelo próximo. Sabemos e temos perfeita noção que a vida é feita na base de relações, contudo parece-me haver uma apatia geral para o lado dos afetos e em como as relações nos afetam a nós e á nossa maneira de estar na vida – se boas estamos bem e felizes; se más não sabemos para onde nos virar e fica em nós um sentimento de vazio e solidão.

Daí a importância do tema.

Aconselho a leitura do livro, sublinhem tudo o que vos faça sentido, pensem nas pessoas da vossa vida e descubram as linguagens de amor delas, descubram qual a principal delas e tornem as vossas relações melhores, mais duradouras, mais felizes.

P.S: o livro está mais relacionado com as relações amorosas de casal, contudo pode ser aplicado a qualquer tipo de relação.

Espero que gostem tanto quanto eu.

OBS.: TODO O CONTEÚDO DESTA E DE OUTRAS PUBLICAÇÕES FEITAS PELA PSICÓLOGA E COACH SARA VARINO TÊM UMA FUNÇÃO MERAMENTE INFORMATIVA E NÃO TERAPÊUTICA.

Sara Varino