Muito se tem falado de Coaching, muita gente quer ser Coach, muitas pessoas mudaram a sua vida através de sessões de Coaching, outras tantas não fazem ideia do que se trata esta “coisa” do Coaching. Mas afinal, o que é?

Tenho observado nos últimos tempos um grande boom em relação a esta área, do desenvolvimento pessoal, fruto da nossa grande vitória no Final do Europeu, e principalmente pelo nosso Herói improvável – para os mais distraídos, estou a falar do Éder – ter referido a sua Coach como parte fundamental da sua obra.

De uma forma muito simplista, num processo de Coaching existem 2 intervenientes, o Coach (quem guia a sessão) e o Coachee (o cliente).

Neste processo o Coach vai ajudar o Coachee a ir do seu estado atual (ponto A) ao estado desejado (ponto B), definido pelo Coachee. Muito importante, num processo de Coaching não é o Coach que estabelece os objectivos que o cliente deve atingir mas sim o próprio Coachee.

O Coaching não é uma conversa de café entre amigos.

O Coach não dá conselhos, o Coach facilita o processo.

O que quero dizer com isto? O papel do Coach é potenciar o seu Coachee, levar o seu Coachee a ver outras perspectivas, outras opções, a ganhar consciência sobre os resultados que está a obter e das ações que tem tomado. O Coach ajuda também a (re)definir objectivos, estratégias e comportamentos para atingir os objectivos que o Coachee pretende alcançar.

O Coaching conduz ao êxito, à autonomia, à autorrealização e à performance pessoal e profissional. Ajuda também a reconhecer os nossos pontos mais fracos, que no Coaching são conhecidos por pontos de melhoria.

No fundo, o Coaching permite tomar as rédeas da sua vida, através do uso de diferentes ferramentas e técnicas de Coaching, libertando assim o seu potencial.

O leitor pode estar neste momento a pensar, “Se o Coaching me pode dar isto tudo quero já começar a fazer sessões.”, ou ainda “Ao fazer Coaching vou deixar de ter problemas.”, ou “Os Coaches devem ter uma vida isenta de problemas.”, ou ainda “Não acredito em nada disso.”. Tudo isso é verdade, enquanto você acreditar nisso. Vamos por partes.

O Coaching só vai funcionar se de facto o Coachee (você) estiver comprometido com as sessões, consigo mesmo, com o seu Coach e consciente que os resultados que está a obter, no presente, são fruto das opções que você tomou no passado. Não é culpa do governo, do seu patrão, da sua esposa ou do local onde nasceu, que você está onde está hoje. Não é por ter comido um bolo no pequeno almoço de hoje, que você ganhou esses 20kg a mais, que tanto gostaria de perder.

Se você achar que vai ser o Coaching a alterar a sua vida, sem que você tenha que, para isso, realizar alterações de comportamento, alterações de estratégias, criar novos hábitos, novos rituais, sair da sua zona de conforto, então o Coaching não vai resultar.

O Coaching é Ação.

O Coaching é um poderoso processo de desenvolvimento pessoal e profissional, que consiste na cocriação de novas possibilidades.

O Coaching não é só para as pessoas que estão perdidas, sem rumo, sem saber o que fazer, sem objectivos traçados. O Coaching serve também para pessoas que estão a ter resultados espetaculares e que, ainda assim, querem melhorar os mesmos.

Através das sessões de Coaching, tenho constatado que as pessoas acham que não deveriam ter problemas na sua vida, que tudo deveria ser perfeito, cor-de-rosa. Nada mais errado. Eu adoro “problemas”.

Como diz o grande Tony Robbins, o maior problema é nós acharmos que não devemos ter problemas. Acrescento ainda que, um problema só é um problema se nós o virmos como um problema.

Porque estou a falar disto? Porque todos os dias somos deparados com “problemas”. O patrão que nos chateou, o marido que não fez o que lhe pediu, o colega de trabalho que foi rude, um projeto que falhou, um amor que se perdeu, entre tantas outras coisas que nos acontecem diariamente.

Mas sabe a quem é que este tipo de coisas acontecem? A quem está a vivo. Isto é a vida.

Quero desafiá-lo, com todo o respeito a pensar no seguinte. Imagine que está numa cama de hospital, entre a vida e a morte, e que ao olhar para o monitor onde aparecem os batimentos cardíacos você vê aqueles altos e baixos, e ouve os “bi, bi, bi”. Esses altos e baixos são os batimentos do seu coração, esses altos e baixos significam que você está vivo. Isto não é nada mais nada menos do que a representação da vida, altos e baixos.

Agora imagine outra situação, você está nessa mesma cama de hospital, mas no monitor aparece uma linha reta, e aquele som permanente “biiiiiiiiiiiii”. O que é que isso significa? Infelizmente, que está morto, e estando morto, não há vida, e aí sim, já não haverá problemas. Pelo menos para si.

Onde quero chegar com isto?

Que viver é assim, é ter altos e baixos. A vida é representada por altos e baixos. Abrace uma vida com altos e baixos, não queira no seu monitor uma linha reta. Altos e baixos fazem-nos crescer.

Para terminar, e como eu gosto de Ação (e provocação), deixo-vos aqui algumas perguntas:

Do que fez hoje, o que é que contribuiu para dar mais um passo em direção aos seus objectivos?

Do que vai fazer amanhã, o que é que vai contribuir para essa viagem?

Isto não são perguntas sem nexo, são perguntas que definem o que vai atingir daqui a uns tempos.

Se não está a fazer nada, não vai atingir nada.

O vazio que sente hoje, vai senti-lo amanhã, depois, depois e depois. Até ao dia em que começar a agir.

Ninguém o vai fazer por si.

Não adie. Faça agora.

Não invente desculpas. Arranje soluções.

Não seja uma vitima. Comande a sua vida.

Abrace a vida. Abrace os desafios. Aceite os altos e baixos.

Seja excepcional.

 

André Rosa