Passamos uma vida inteira a querer, a desejar, a sonhar, a trabalhar, a ver o mundo passar diante dos nossos olhos. Verdade que passamos por maus momentos, dificuldades, problemas e stress, mas também passamos por momentos bons, de puro êxtase, de felicidade, de glória e conquistas. Valorizamos e desvalorizamos, vencemos e perdemos, amamos e odiamos, rimos e choramos. Tudo isto dentro deste pacote que chamamos de Vida.

Entendemos que nem tudo pode correr às mil maravilhas, que este percurso não é feito sempre a subir e que por vezes temos de descer, que o pulsar do coração transmite altos e baixos porque de outra forma não cá estaríamos. Percebemos todas estas coisas e sabemos que têm que acontecer, fazem parte desta Vida mas mesmo assim perdemos tempo com cochicho, com julgamentos, com reclamações, com empregos que não nos satisfazem, com pessoas que nada nos acrescentam, com realidades que não são as nossas, querendo ser alguém que não somos.

Desperdiçamos este maior ativo que é o Tempo!

Problemas vão e vêm, oportunidades vão e vêm, dificuldades e conquistas vão e vêm, mas o Tempo, o Tempo não volta atrás, nunca! Ouço muitas vezes: “este ano passou a correr, já estamos novamente no verão (ou Natal)”.

O ano não passou a correr, o Tempo não passou a correr… Coisas boas e menos boas passam todas ao mesmo ritmo, tic-tac-tic-tac. Nós é que estamos afogados em merdices e centrados nos outros e nas coisas. Deixamos de prestar atenção ao que realmente importa, ouvirmos a intuição, o corpo, a alma, ouvirmos o nosso Eu.

“Nunca desista de um sonho só por causa do tempo que pode levar a concretizá-lo. O Tempo vai passar de qualquer forma” – Earl Nightingale

Não fiques parado, se estás mal muda-te, não és nenhuma árvore. Não esperes que aconteça para ti, acontece tu!

Sabemos que temos Tempo limitado mas não sabemos o quanto. Se ele acabasse amanhã como seria? Fizeste o que querias de ti nesta vida? No teu trabalho? Na tua relação?

Morrerias satisfeito?

Lembra-te:

“Podemos vender nosso Tempo, mas não podemos comprá-lo de volta” – Fernando Pessoa

Até breve

Luís Barbudo